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Apocalipse 21

AS21 · 27 versículos · capítulo 21 de 22

1

Então vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra já se foram, e o mar já não existe.

2

Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, enfeitada como uma noiva preparada para seu noivo.

3

E ouvi uma forte voz, que vinha do trono e dizia: O tabernáculo de Deus está entre os homens, pois habitará com eles. Eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.

4

Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram.

5

O que estava assentado sobre o trono disse: Eu faço novas todas as coisas! E acrescentou: Escreve, pois estas palavras são fiéis e verdadeiras.

6

Disse-me ainda: Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, darei de beber de graça da fonte da água da vida.

7

Aquele que vencer herdará essas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

8

Mas, quanto aos covardes, incrédulos, abomináveis, homicidas, adúlteros, feiticeiros, idólatras e todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.

9

Então um dos sete anjos que traziam as sete taças cheias das sete últimas pragas veio e me falou: Vem, eu te mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro.

10

Ele me levou em espírito a um monte grande e alto, e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus,

11

com cuja glória ela resplandecia como uma pedra muito preciosa, como se fosse jaspe cristalino.

12

E havia um muro grande e alto com doze portas; em cada porta havia um anjo e nomes escritos sobre elas, a saber, os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

13

Havia três portas no lado leste, três no norte, três no sul e três no oeste.

14

O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

15

Aquele que falava comigo tinha uma haste de ouro como medida para medir a cidade, suas portas e seu muro.

16

A cidade era quadrangular; seu comprimento era igual à sua largura. Ele mediu a cidade com a haste. Ela media doze mil estádios de comprimento, de largura e de altura.

17

Também mediu seu muro que, segundo a medida humana que o anjo usava, tinha cento e quarenta e quatro côvados.

18

O muro era construído de jaspe, e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido.

19

Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda;

20

o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o décimo primeiro, de jacinto; o décimo segundo, de ametista.

21

As doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era feita de uma só pérola; e a praça da cidade era de ouro puro, transparente como vidro.

22

Nela não vi santuário, pois seu santuário é o Senhor Deus todo-poderoso e o Cordeiro.

23

A cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela brilhem, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada.

24

As nações andarão em sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória.

25

Suas portas não se fecharão de dia, e ali não haverá noite;

26

para ela virão a glória e a honra das nações.

27

Nela não entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro.

AS21 - ©️ 2010 Edições Vida Nova. Todos os direitos reservados. Texto bíblico utilizado com autorização.

Entenda Apocalipse 21

Apocalipse 21 pertence ao último livro da Bíblia, escrito pelo apóstolo João, segundo a tradição, durante seu exílio na ilha de Patmos, por volta do ano 95 d.C., no reinado do imperador Domiciano. As igrejas da Ásia Menor enfrentavam perseguição, e o Apocalipse foi enviado para sustentar sua esperança: por trás do caos da história, Deus continua no trono. Depois dos juízos e do capítulo 20, que descreve o julgamento final, o capítulo 21 abre a visão do desfecho de tudo: a criação renovada.

A estrutura do capítulo tem dois movimentos. Nos versículos 1 a 8, João vê "novo céu e nova terra", pois os primeiros passaram, e a nova Jerusalém desce do céu como noiva adornada para o esposo; uma voz do trono anuncia que o tabernáculo de Deus está com os homens. Nos versículos 9 a 27, um anjo mostra a cidade em detalhes: muros de jaspe, doze portas com os nomes das tribos de Israel, doze fundamentos com os nomes dos apóstolos, ruas de ouro puro e medidas perfeitas em forma de cubo, lembrando o Santo dos Santos do templo.

Os versículos 3 e 4 são o coração do capítulo: Deus habitará com os homens, "e lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram". É a reversão completa da queda de Gênesis 3. No versículo 5, o que está sentado no trono declara: "Eis que faço novas todas as coisas", renovação, e não simples destruição. E o versículo 22 traz a surpresa final: na cidade não há templo, "porque o seu templo é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro", presença direta, sem intermediários.

Apocalipse 21 responde à pergunta sobre o que existe depois de tudo: não uma eternidade vaga nas nuvens, mas céu e terra renovados, onde Deus mora com seu povo. Essa esperança tem efeitos práticos: consola quem chora, pois cada lágrima tem prazo de validade; dá sentido à perseverança, pois a história caminha para restauração, e não para o nada; e inspira o presente, pois quem espera um mundo sem dor e injustiça começa a viver esses valores agora.

Perguntas frequentes

O que significa Apocalipse 21?

Apocalipse 21 descreve o estado final da criação após o julgamento: Deus fará novo céu e nova terra, a nova Jerusalém descerá do céu e Deus habitará para sempre com seu povo. O capítulo anuncia o fim da morte, do luto, do pranto e da dor, e a renovação completa de todas as coisas.

O que é a nova Jerusalém?

A nova Jerusalém é a cidade santa que João vê descer do céu em Apocalipse 21, descrita com muros de pedras preciosas, doze portas e ruas de ouro. Mais do que um lugar, ela simboliza o povo de Deus glorificado, a "noiva do Cordeiro", vivendo em comunhão perfeita e direta com Deus, sem necessidade de templo.

A Bíblia diz que não haverá mais morte nem dor?

Sim. Apocalipse 21:4 promete que, na nova criação, Deus "enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram". É uma das promessas mais consoladoras da Bíblia, muito lida em momentos de luto e despedida.

Atalhos de Teclado

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