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Mateus 5

KJA · 48 versículos · capítulo 5 de 28

1

Jesus, vendo as multidões, subiu a um monte e, assentando-se, os seus discípulos aproximaram-se dele.

2

E Jesus, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:

3

“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus.

4

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

5

Bem-aventurados os humildes, porque herdarão a terra.

6

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.

7

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

8

Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.

9

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.

10

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

11

Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa.

12

Exultai e alegrai-vos sobremaneira, pois é esplêndida a vossa recompensa nos céus; porque assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós.

13

Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, com o que se há de temperar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

14

Vós sois a luz do mundo. Uma cidade edificada sobre um monte não pode ser escondida.

15

Igualmente não se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto. Ao contrário, coloca-se no velador e, assim, ilumina a todos os que estão na casa.

16

Assim deixai a vossa luz resplandecer diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

17

Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Eu não vim para anular, mas para cumprir.

18

Com toda a certeza vos afirmo que, até que os céus e a terra passem, nem um iou o mínimo traço se omitirá da Lei até que tudo se cumpra.

19

Qualquer, pois, que violar um destes menores mandamentos e assim ensinar aos homens será chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.

20

Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus.

21

Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás; mas quem assassinar estará sujeito a juízo”.

22

Eu, porém, vos digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a juízo. Também qualquer que disser a seu irmão: Racá, será levado ao tribunal. E qualquer que o chamar de idiota estará sujeito ao fogo do inferno.

23

Assim sendo, se trouxeres a tua oferta ao altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24

deixa ali mesmo diante do altar a tua oferta, e primeiro vai reconciliar-te com teu irmão, e depois volta e apresenta a tua oferta.

25

Entra em acordo depressa com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho do tribunal, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, o juiz te entregue ao carcereiro, e te joguem na cadeia.

26

Com toda a certeza afirmo que de maneira alguma sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.

27

Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’.

28

Eu, porém, vos digo, que qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, em seu coração, já cometeu adultério com ela.

29

Se o teu olho direito te leva a pecar, arranca-o e lança-o fora de ti; pois te é mais proveitoso perder um dos teus membros do que todo o teu corpo ser lançado no inferno.

30

E, se tua mão direita te fizer pecar, corta-a e atira-a para longe de ti; pois te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.

31

Foi dito também: ‘Aquele que se divorciar de sua esposa deverá dar a ela uma certidão de divórcio’.

32

Eu, porém, vos digo: Qualquer que se divorciar da sua esposa, exceto por imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério.

33

Também ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente teus juramentos ao Senhor’.

34

Entretanto, Eu vos afirmo: Não jureis de forma alguma; nem pelos céus, que são o trono de Deus;

35

nem pela terra, por ser o estrado onde repousam seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

36

E não jures por tua cabeça, pois não tens o poder de tornar um fio de cabelo branco ou preto.

37

Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno.

38

Ouvistes o que foi dito: “Olho por olho e dente por dente”.

39

Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas se alguém te ofender com um tapa na face direita, volta-lhe também a outra.

40

E se alguém quiser processar-te e tirar-te a túnica, deixa que leve também a capa.

41

Assim, se alguém te forçar a andar uma milha, vai com ele duas.

42

Dá a quem te pedir e não te desvies de quem deseja que lhe emprestes algo.

43

Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’.

44

Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;

45

para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus, pois que Ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.

46

Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos igualmente assim?

47

E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de notável? Não agem os gentios também dessa maneira?

48

Assim sendo, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus.

KJA - ©️ 2001 Abba Press Editora e Sociedade Bíblica Ibero-Americana. Todos os direitos reservados.

Entenda Mateus 5

Mateus 5 inicia o Sermão do Monte, o mais famoso discurso de Jesus, que se estende até o capítulo 7. O Evangelho de Mateus é tradicionalmente atribuído ao apóstolo Mateus, o cobrador de impostos chamado por Jesus, e foi escrito com forte preocupação de mostrar aos leitores judeus que Jesus é o Messias prometido. A cena se passa num monte na Galileia, no início do ministério de Jesus, diante dos discípulos e das multidões. Assim como Moisés recebeu a lei no Sinai, Jesus, no monte, revela a vida do Reino.

O capítulo tem três blocos. Nos versículos 1 a 12, as bem-aventuranças declaram felizes os que o mundo considera perdedores: os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores e os perseguidos. Nos versículos 13 a 16, Jesus define a identidade dos discípulos: sal da terra e luz do mundo. Nos versículos 17 a 48, ele aprofunda a lei com seis antíteses no formato "ouvistes que foi dito... eu, porém, vos digo", tratando de ira, adultério, divórcio, juramentos, retaliação e amor aos inimigos.

O versículo 3, "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus", abre o sermão mostrando que o Reino começa pelo reconhecimento da própria pobreza diante de Deus. Os versículos 13 a 16 encarregam os discípulos de preservar e iluminar o mundo: sal que perde o sabor e luz escondida são contradições. O versículo 44, "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem", é talvez a exigência mais radical de toda a ética de Jesus, fundamentada no caráter do Pai, que faz o sol nascer sobre maus e bons.

Mateus 5 continua sendo o texto que mais desafia a maneira comum de viver. Ele desloca a justiça do exterior para o coração: não basta não matar, é preciso vencer a ira; não basta não trair, é preciso guardar o olhar. Aplicá-lo hoje significa buscar reconciliação antes do culto, cultivar integridade que dispensa juramentos e responder ao mal com bem. Ninguém vive esse padrão por esforço próprio; o sermão começa justamente pelos "pobres de espírito", que dependem da graça para viver o que Jesus ensina.

Perguntas frequentes

O que são as bem-aventuranças?

As bem-aventuranças são as oito declarações de Jesus em Mateus 5:3-12, que abrem o Sermão do Monte. Cada uma começa com "bem-aventurados" (felizes) e descreve quem é verdadeiramente abençoado no Reino de Deus: os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os misericordiosos, os pacificadores e até os perseguidos por causa da justiça.

O que significa ser sal da terra e luz do mundo?

Em Mateus 5:13-16, Jesus usa duas imagens para a missão dos discípulos. Como sal, eles preservam o mundo da corrupção e dão sabor à vida; como luz, tornam Deus visível por meio de boas obras. O objetivo final é claro: que as pessoas vejam essas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus.

O que é o Sermão do Monte?

O Sermão do Monte é o discurso de Jesus registrado em Mateus 5 a 7, proferido num monte da Galileia. Nele, Jesus apresenta a ética do Reino de Deus: as bem-aventuranças, o amor aos inimigos, o Pai Nosso, o ensino sobre riquezas e ansiedade e a parábola dos dois fundamentos. É considerado o resumo do ensino moral cristão.

Atalhos de Teclado

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